sexta-feira, 14 de maio de 2010

canções e amor

Eu gosto de você
com uma força bruta que não entendo bem
Gosto quase tanto como de mim
Mas que pena você não ser também minha filha
Que pena você não ser minha filha, minha irmã e minha mãe.
Tudo ao mesmo tempo
Eu gosto de você
Com uma força bruta que não entendo bem

ZECA BALEIRO - Mulher Amada


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Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...

Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

Hum! Hum! Huuuum!...

Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...

Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...

FREJAT - Segredos

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essas são duas canções que estão muito presentes em meu pensamento...
estou realmente a procura de um amor, sinto essa necessidade, de ter um amor...
quero um corpo, não um corpo qualquer, ou talvez possa ser qualquer, quero abraçar, ao menos abraçar, quero colo, pode ser o de mãe, que é sempre bom, mas já estou velho para esse colo, porém nunca se está velho para o colo de mãe... mas quero sim um novo amor, ou um amor antigo, que talvez nunca tenha deixado de existir, meu primeiro amor, sei lá se era amor, como já disse era jovem demais para saber amar (ou algo assim)...

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Lave
Ma mémoire sale dans ce fleuve de boue,
Du bout de ta langue nettoie moi partout,
Et ne laisse pas la moindre trace
De tout
Ce qui me lie et qui me lasse
Hélas!

Chasse,
Traque la en moi, ce n'est qu'en moi qu'elle vit,
Et lorsque tu la tiendras au bout de ton fusil,
N'écoute pas si elle t'implore,
Tu sais
Qu'elle doit mourir d'une deuxième mort
Alors,
Tue la... encore.

Pleure!
Je l'ai fait avant toi et ça ne sert à rien,
A quoi bon les sanglots inonder les coussins?
J'ai essayé, j'ai essayé
Mais j'ai
Le coeur sec et les yeux gonflés
Mais j'ai
Le coeur sec et les yeux gonflés

Alors brûle!
Brûle quand tu t'enlises dans mon grand lit de glace
Mon lit comme une banquise qui fond quand tu m'enlaces
Plus rien n'est triste
Plus rien n'est grave
Si j'ai...
Ton corps comme un torrent de lave
Ma mémoire sale dans son fleuve de boue
Lave!

Lave!
Ma mémoire sale dans ce fleuve de boue
Lave!

ALEX BEAUPAIN - Ma Mémoire Sale

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Hoje quero dizer a esse antigo amor, quero viver esse amor, ou essa paixão, quero ao menos tentar, já não sou mais tão jovem para saber amar, sei o que é amar, acho, não vivi muitas experiências, mas sei que essa pessoa me atrai, e com ela quero viver algo que ainda não vivemos, mas apenas começamos, erámos ambos jovens, e hoje somos mais maduros, pelo menos acho, talvez não posso dizer que sou mais maduro, mas com certeza mais velho e pronto para experimentar o amor de uma maneira madura...

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Serás para mim único no mundo.
E eu serei para ti única no mundo.

(pequeno príncipe)

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posso estar sendo exagerado, mas no momento é isso que quero, um amor à beira como disse um conhecido meu...

Quero o amor à beira, que transborda o copo da bebida amarga: amor líquido. O arrepio que eriça os pêlos da nuca numa intensidade cruel, intensidade de dor e grito. Alma gritando de gosto pela dor do amor, que é flor, que é cor, que é. Amor que explode com a palavra, que não cabe, que não pode. Aquele que deixa as pessoas ao redor horrorizadas, vermelhas da vergonha de nunca terem tido coisa parecida. Amor vermelho de sangue – sangue mesmo! – nosso. E que aguenta, dá conta, cujo único medo é o de não amar como se deve. A carne roçando, o peito arfante, a boca aberta com o grito contido do desejo que ultrapassa qualquer contato físico. É o desejo de ser o outro, de ter o outro, sem tomar posse. E amor que sente nas mãos o peso de sua valia, que é muito mais do que palavra pequena e que se realiza. Amor que ainda não tenho, mas que está por vir.
(por gustavo paiva)


... pois é um amor que ainda não tenho mas que está por vir, assim espero, e que se possivel seja com esse antigo amor...

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Quero recomeçar, não sei se isso, mas quero, quero esquecer coisas que fiz, "desejei", quero limpar minha memória suja, e mesmo que recomece de um modo não muito esperado por mim quero assim mesmo limpar essa minha memória suja... me culpo por algumas coisas que fiz, e peço aqui desculpas a algumas pessoas, e se uma dessas pessoas acabou em caminhos tortuosos, espero sinceramente não ter contribuido para isso, por isso peço desculpas sinceras e torço para a recuperação... mas quero mesmo recomeçar, e quero um amor, quero uma pessoa amada para poder gostar com uma força bruta e não entender bem, e tenho essa pessoa e só espero poder contar com a reciplocidade dessa pessoa, e que nos amemos, mesmo que não dure muito, mas que seja intenso...



TRADUÇÃO DA CANÇÃO DE ALEX BEAUPAIN
Lave
A minha memória suja neste rio de lama,
A extremidade da tua língua me limpa por toda parte,
E não deixa mais o mínimo vestígio
Daquilo que
Me prende e que me cansa.
Infelizmente!

Cace,
Persiga-o em mim, é apenas em mim que ele vive,
E quando o tiver na extremidade do teu fuzil,
Não ouça se ele te implora,
Você sabe
Que ele deve morrer de uma segunda morte
Então,
Acaba com ele... outra vez.

Chore!
Eu tenho feito isso antes de você e não adiantou nada,
Quão bom é os soluços (de choro) inundarem as almofadas?
Eu tentei, eu tentei
Mas tenho
O coração seco e os olhos inchados
Mas tenho
O coração seco e os olhos inchados

Então queime!
Queima no momento em que se envolve na minha grande cama de gelo
A minha cama como uma banquisa que derrete quando você me entrelaça
E mais nada é triste
E mais nada é grave
Se tenho...
O teu corpo como uma torrente de lava
A minha memória suja neste rio de lama
Lave!

Lave!
A minha memória suja neste rio de lama
Lave!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo.“

Pensamentos sobre/a partir de As Canções de Amor (les chansons d'amour) de Christophe Honoré.

Esse filme me fez pensar, e querer, um amor, me fez ver a importância de se ter um(a) companheira(o).

Belo musical francês de 2007, muito bem feito de dirigido por Honoré. As canções ou os momentos musicais do filme são excelente e perfeitas, não são como nos musicais que estamos acostumados a ver onde os números fogem a realidade. As Canções é um musical realista. Como disse o própio Honoré, são nas canções do filme que os personagens podem falar de seus sentimentos mais profundos e interiores, que não conseguem experessar nos diálogos. Mas nem por isso Honoré faz quebras com o enredo do filme como nos musicais para inserir as canções, elas são mesmo como diálogos, e perfeitos diálogos cantados.

Isso de fato é algo interessante, pois muitas vezes uma música diz mais sobre nós mesmos do que conseguimos nos expressar verbalmente/oralmente.

Sei que é um filme que não me cansaria de ver e nem de ouvir as músicas que compõe a trilha. Terminei de ver o filme realmente com a imensa vontade de achar um amor...

Hoje estou num momento complicado, acho que estou apaixonado ou não, pode ser apenas um desejo, mas se isso for verdade eu preciso aceitar em mim mesmo, o que é muito difícil para mim.

Creio que vou ser uma pessoa de poucos casos na vida, mas de casos intensos e longos, de idas e vindas. Parafraseando Frejat - procuro um amor que seja bom pra mim... mas não fico experimentando (tendo muitos casos/ficadas)... um amigo me questiona, estou procurando no lugar certo?

Amar é algo bom e complicado... um tipo de amor platônico no passado me fez abdicar de um amor possível, como pude ser tão burro e infantil... por isso hoje gosto desta frase/conselho do pequeno príncipe...

Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.

...talvez eu fosse jovem demais para saber amar e me iludi desse amor platônico que me afastou de um verdadeiro amor que poderia também ter mudado muitas coisas na minha vida, e eu hoje talvez não fosse tão confuso quanto a mim mesmo e sobre o que quero, talvez essa timedez que me arrebate quando tenho que me aproximar de alguém, não existisse hoje...

[acho que devia mudar o nome desse blog para arrependimentos, pois tenho percebido que só me queixo disto, de me arrepender de algo do passado que mudaria meu futuro...]

Bem, sei que perdi algumas boas oportunidades do amor por isso, timidez, vergonha, medo...
medo do quê, nós só tememos aquilo que não conhecemos, nesse caso, o que eu não conheço?... a rejeição? a opinião das outras pessoas?

Que ser confuso eu sou... mas a idade vem avançando e sei que o ser humano não foi bicho feito para viver na solidão, isso causa doença... Assim sinto cada vez mais a necessidade de uma companhia, uma angústia interna me arrebate... preciso por isso para fora... e achar esse amor, mesmo que me ame menos, mas me amor por muito tempo, e se for para ser pouco que seja intenso...

domingo, 2 de maio de 2010

por que parei...

hoje me arrependo de um dia ter parado
parado por motivos idiotas, por me preocupar com que pensavam os outros
quem sabe hoje se tive continuado muitas coisas seriam diferentes

arrependimento... com certeza sim

ser adulto não é fácil, mas realmente algumas coisas mudam, principalmente nossos pontos de vista

nunca diga nunca... por uma época na minha vida isso realmente foi válido, e creio que hoje talvez também (não vou tentar provar novamente - algumas coisas que disse nunca vou fazer, ou nunca vou gostar, ou nunca vou para tal lugar, tudo acabei fazendo, gostando e indo)...

é ser adulto é algo complicado, algumas coisas são mais fáceis, porém outras são tão complicadas quanto
pagar conta é algo chato, ter responsabilidade é bom e faz parte da vida, da evolução, mas não é facil correr atrás e não chegar muito longe, tem que ser forte para aguentar os tropeços que a vida nos dá...

bem o que quero dizer, é que esperava tanto crescer para ser adulto e algumas coisas seriam mais fáceis, mas não foi bem assim, algumas coisas são mais fáceis, os adultos aceitam algumas coisas muito melhor que as crianças e principalmente os adolescente - os adultos abstraem melhor, não se importam tanto com o que os outros pensam, principalmente os artistas...

hoje sei que me arrependo de ter parado, poderia ter sido bem diferente, meu sonhos de hoje poderiam ser possiveis ou já terem se realizados, mas não, vejo ao meu redor e a mim mesmo, não acredito (mas desejo muito) que vou chegar onde quero, pelo menos quero me esforçar para melhorar e correr atras de 10 anos de atraso de conhecimentos, que hoje não entram tão fácil na minha cabeça e muito menos no meu corpo, me falta o espírito, a técnica e a coordenação, trabalhar e correr atrás de conquistar isso não fácil, e a cada dia que passa eu me sinto mais cansado e velho...

e então fica/me vem a pergunta
porque que parei?
e me sinto um ididota por imaginar os motivos, porque não tive a força que tenho hoje e a cabeça que não liga para o que pensa as outras pessoas...



FOTOS:
Mikhail Baryshnikov - Espetáculo de sua companhia - Hell's Kitchen Dance
Rudolf Nureyv - Ensaio Fotográfico