sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo.“

Pensamentos sobre/a partir de As Canções de Amor (les chansons d'amour) de Christophe Honoré.

Esse filme me fez pensar, e querer, um amor, me fez ver a importância de se ter um(a) companheira(o).

Belo musical francês de 2007, muito bem feito de dirigido por Honoré. As canções ou os momentos musicais do filme são excelente e perfeitas, não são como nos musicais que estamos acostumados a ver onde os números fogem a realidade. As Canções é um musical realista. Como disse o própio Honoré, são nas canções do filme que os personagens podem falar de seus sentimentos mais profundos e interiores, que não conseguem experessar nos diálogos. Mas nem por isso Honoré faz quebras com o enredo do filme como nos musicais para inserir as canções, elas são mesmo como diálogos, e perfeitos diálogos cantados.

Isso de fato é algo interessante, pois muitas vezes uma música diz mais sobre nós mesmos do que conseguimos nos expressar verbalmente/oralmente.

Sei que é um filme que não me cansaria de ver e nem de ouvir as músicas que compõe a trilha. Terminei de ver o filme realmente com a imensa vontade de achar um amor...

Hoje estou num momento complicado, acho que estou apaixonado ou não, pode ser apenas um desejo, mas se isso for verdade eu preciso aceitar em mim mesmo, o que é muito difícil para mim.

Creio que vou ser uma pessoa de poucos casos na vida, mas de casos intensos e longos, de idas e vindas. Parafraseando Frejat - procuro um amor que seja bom pra mim... mas não fico experimentando (tendo muitos casos/ficadas)... um amigo me questiona, estou procurando no lugar certo?

Amar é algo bom e complicado... um tipo de amor platônico no passado me fez abdicar de um amor possível, como pude ser tão burro e infantil... por isso hoje gosto desta frase/conselho do pequeno príncipe...

Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.

...talvez eu fosse jovem demais para saber amar e me iludi desse amor platônico que me afastou de um verdadeiro amor que poderia também ter mudado muitas coisas na minha vida, e eu hoje talvez não fosse tão confuso quanto a mim mesmo e sobre o que quero, talvez essa timedez que me arrebate quando tenho que me aproximar de alguém, não existisse hoje...

[acho que devia mudar o nome desse blog para arrependimentos, pois tenho percebido que só me queixo disto, de me arrepender de algo do passado que mudaria meu futuro...]

Bem, sei que perdi algumas boas oportunidades do amor por isso, timidez, vergonha, medo...
medo do quê, nós só tememos aquilo que não conhecemos, nesse caso, o que eu não conheço?... a rejeição? a opinião das outras pessoas?

Que ser confuso eu sou... mas a idade vem avançando e sei que o ser humano não foi bicho feito para viver na solidão, isso causa doença... Assim sinto cada vez mais a necessidade de uma companhia, uma angústia interna me arrebate... preciso por isso para fora... e achar esse amor, mesmo que me ame menos, mas me amor por muito tempo, e se for para ser pouco que seja intenso...

4 comentários:

  1. Achei muito intenso e bonito o que disses, acabei de ver o filme, e estou como tu, sentindo a necessidade de um amor.

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  2. Nem assisti o filme, mas juro vou assistir, porque também cansei de solidão, preciso encontrar esse amor que me ame menos, mas me ame...a necessidade de uma companhia é meu privilégio absoluto...esperancavaz.zip.net

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  3. Nem assisti o filme, mas juro vou assistir, porque também cansei de solidão, preciso encontrar esse amor que me ame menos, mas me ame...a necessidade de uma companhia é meu privilégio absoluto...esperancavaz.zip.net

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  4. Q lindo, mas eh triste ...to passando por tudo q vc citou agora e soh tenho 18 anos ... " ama- me menos,mas ama-me por muito tempo .... " q seja doce :)

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