terça-feira, 14 de dezembro de 2010

o estopim

por onde começar...


mais uma vez repeti o mesmo erro... a percepção desse erro foi o estopim
para que eu quisesse que um trem passassem por mim..

isso fez viajar ao país das lágrimas, que a algum tempo não viajava, pelo menos não desta forma como viajei ontem, e ainda mais embebido em lágrimas minhas e por razões minhas pessoais, e não um fator externo...

bem... vamos consultar o pequeno príncipe...

"Mas se tu me cativas, minha vida será cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música."


o que esse principito quer dizer com isso? eu querendo fugir alguém que me cativou mas que estar perto me machuca por saber o que meu querer não é o mesmo que o dele... mas é fato... se você que me cativou chegar perto de minha toca, sairei saltitando com as música de seus passos...


me arrependo por tê-lo deixado do modo que o deixei, sem explicações, sem mais nem menos, do nada, querendo chamar sua atenção... fui um otário e duplo, ao me envolver em suas palavras, que muitas foram da boca para fora, e ao cair no mesmo erro...


cancerianos, acho que são como um câncer em mim, uma doença... começo a ter raiva de vocês, porém não quero ficar sem você...


como seguir em frente, como esquecer?


...

arrependimentos que fazem parte desse estopim

quero um trabalho novo, ou meu antigo emprego de volta
voa condor, voa condor, isso talvez me faria continuar no meu emprego, mas até quando, esse condor aqui está cansado de voar atrás do sonho, foi bom, foi lindo, enquanto durou, mas a realidade bate à porta, e corta fria as asas desse condor

...

Condor

Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro

Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa um sonho
Com o céu por detrás
Voa condor
Que a gente voa atrás
Voa atrás do sonho
Com o céu por detrás

Quando voa o condor...

Ah, que que o vôo do condor no sol
Trace a linha da nossa paixão
Eu quero que seja
mostrada no meio da rua e rolando no chão
Ah, que a gente despedaçe em luz
Ah, que Deus seja o que quiser
Explode a cabeça
com olho de bicho
mas com um coração de mulher

Quando voa o condor...

Ah, se fosse como a gente quer
Ah, e se o planeta explodir
Eu quero que seja
em plena manhã de domingo
e que eu possa assistir
Ah, que a miserável condição
da raça humana procurando o céu
levante a cabeça
e ao levantar por encanto
escorregue o seu véu

Quando voa o condor...





...

    AUTOPSICOGRAFIA

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.

    E os que lêem o que escreve,
    Na dor lida sentem bem,
    Não as duas que ele teve,
    Mas só a que eles não têm.

    E assim nas calhas de roda
    Gira, a entreter a razão,
    Esse comboio de corda
    Que se chama coração.

    Fernando Pessoa
...
cansei de ser um poeta fingidor, não quero viver numa aparência
mas dizem que sou artista e artista é isso
porém creio que não sou obrigado a certas coisas

e isso me leva ao INFELIZMENTE DEPENDO
dependo de viver numa aparência para sobreviver

ai que vontade de gritar
fico sem perspectivas
ai que rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
passa logo trem por cima de mim e me leve para longe daqui

quero um amor novo
um trabalho novo
uma vida nova
quero sim conforto
quero paz
quero CARINHO
quero ser quero...

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